
A quarta etapa do MX1 GP Brasil Sportbay 2026, válida pelo Campeonato Brasileiro de Motocross, marcou a chegada da caravana ao Centro-Oeste e deixou claro que a temporada ganhou outro nível. Nos dias 22 e 23 de maio de 2026, Cuiabá virou o centro do motociclismo latino-americano: mais de 300 pilotos de 22 países no Parque Novo Mato Grosso, o maior complexo multieventos da América Latina, com as arquibancadas lotadas e entrada gratuita para o público. O que mais chamou atenção foi a estreia das provas noturnas, com o circuito iluminado por refletores potentes numa atmosfera que lembrou o Supercross e o Arena Cross. Mecânicos e pilotos tiveram de se adaptar rápido — suspensão, pneus e ritmo de corrida pediam ajustes diferentes para o calor da tarde e para o saibro úmido da noite. Fora da pista, a folga de domingo rendeu passeio: equipes e torcedores aproveitaram para conhecer a cidade, incluindo o tradicional Parque Mãe Bonifácia.

A classe rainha MX1 entregou o que a torcida queria: disputa de verdade, com desgaste físico e virada de roteiro. Na primeira bateria, ainda com luz do dia no sábado, Glenn Coldenhoff teve gate ruim e saiu em sétimo. Pouco importou — o holandês foi comendo o pelotão ao longo das voltas e cruzou em primeiro na YZ450F, deixando Enzo Lopes e Jeremy van Horebeek para trás. Quando a noite caiu e os refletores acenderam para a Super Final, Lopes cobrou a conta. Firme desde a largada na CRF450R, o gaúcho tomou a ponta no meio da prova e não cedeu, mesmo com Van Horebeek colado no seu escape nos metros derradeiros. A diferença: 0,854 segundo. Com os dois resultados somados, Lopes fechou a etapa em primeiro com 47 pontos; Coldenhoff ficou com 45 e Van Horebeek com 42.
Classificação:
1º Enzo Lopes;
2º Glenn Coldenhoff;
3º Jeremy van Horebeek.

Salvador "Salvi" Perez não deixou margem para surpresas: o espanhol venceu as duas baterias da MX2 em Cuiabá e foi embora com 50 pontos, placar cheio. Na corrida de abertura, pilotou a Yamaha YZ250F sem dar espaço para Henrique Henicka e Pietro Piroli, da Honda Racing, que fecharam o pódio. À noite, com os refletores acesos, Perez foi ainda mais dominante: cruzou a linha isolado, mais de 50 segundos à frente de Benjamin Garib. No fim, o pódio da etapa ficou com Perez no topo, Henicka em segundo e Garib em terceiro.
Classificação:
1º Salvador Perez;
2º Henrique Henicka;
3º Benjamin Garib.

A MX2JR entregou um dos finais mais disputados do fim de semana. Mais de 30 pilotos no gate sob os refletores de Cuiabá: Alessandro Duarte foi o mais rápido na largada e faturou o holeshot, mas Arthur Gomes, da JP Pro Honda Baterias Pioneiro, não demorou para tomar a frente. A partir daí, Arthur precisou segurar Kauã Vieira — que caiu tentando passar — e o venezuelano Cesar Aponte, que vinha de trás numa recuperação impressionante. Aponte chegou a 0,349 segundo de Arthur na linha de chegada, mas não foi suficiente: vitória para Gomes, que acabou com a sequência de invencibilidade de Aponte na competição.
Classificação:
1º Arthur Gomes;
2º Cesar Aponte;
3º José Morera.

A MXJR na noite de sábado foi exatamente o que o público queria ver. Lorenzo Ricken e Zion Berchtold se separaram do pelotão cedo e passaram a corrida inteira trocando linhas, um pressionando o outro. Ninguém ganhou fácil: a decisão veio nas últimas curvas, onde Ricken achou tração no momento certo, segurou Berchtold e levou a bandeirada com 1,682 segundo de margem. Anthony Piroli completou o pódio.
Classificação:
1º Lorenzo Ricken;
2º Zion Berchtold;
3º Anthony Piroli.

A MX3 fechou a programação da noite de sexta-feira, 22 de maio, e foi de Caio Lopes. O atual campeão Anderson Amaral saiu bem na largada, faturou o holeshot pela Belco Racing, mas perdeu a posição ainda na primeira volta — o ritmo de Lopes era outro. Em 13 voltas, Caio foi administrando distância, cravou o melhor tempo da prova em 1min41s693 e venceu com 51,256 segundos de sobra. O pódio foi definido nos minutos finais quando Diego Henning sofreu uma queda severa, deixando Anderson Amaral em segundo e Cleiton Ferreira Borges em terceiro.
Classificação:
1º Caio Lopes;
2º Anderson Pereira do Amaral;
3º Cleiton Ferreira Borges.

Na MX4, experiência falou mais alto. João Vitor Cardeli saiu do gate na frente, achou as linhas mais rápidas do circuito e foi abrindo vantagem sem sustos. Terminou com mais de 6 segundos sobre os concorrentes diretos, numa vitória tranquila e bem construída.
Classificação:
1º João Vitor Cardeli;
2º Roosevelt Junior;
3º Daniel Pessanha.

A YZ125 geral abriu as disputas de sexta-feira e foi a estreia de Zion Berchtold numa vitória de ponta a ponta na categoria. O catarinense dividiu a primeira curva com o conterrâneo Lorenzo Ricken, se firmou na frente e não olhou para trás nas 13 voltas seguintes — melhor tempo do dia em 1min43s545. Zion chegou 24 segundos antes de Ricken. Heitor Matos completou o pódio com uma corrida consistente do começo ao fim.
Classificação:
1º Zion Berchtold;
2º Lorenzo Ricken;
3º Heitor Matos.

A IMS YZ125 BluCru Cup teve uma corrida dura e táctica no calor do Centro-Oeste. Heverton Silveira dos Santos e Victor Hugo Vale da Rocha foram os dois que se destacaram, saindo do pelotão para brigar pela liderança. Heverton soube lidar bem com o traçado noturno e cruzou a linha em 24min30s486, 9,232 segundos à frente de Victor Hugo. Guilherme Ferreira completou as 13 voltas para fechar o pódio.
Classificação:
1º Heverton Silveira dos Santos;
2º Victor Hugo Vale da Rocha;
3º Guilherme Ferreira.

Na 65cc, a briga mais quente foi dentro do próprio box: Arthur Lourenzo e Henrique Spinassé, companheiros na Belco Racing, estavam de novo cara a cara. Spinassé saiu melhor na largada e pegou o holeshot, mas Arthur passou nas seções rítmicas iniciais. Ao tentar recuperar a liderança, Spinassé forçou demais e caiu — fim da briga pela frente. Lourenzo seguiu tranquilo nas 9 voltas restantes e venceu com 20,214 segundos de vantagem. Vitor Andrade Pontes Brito completou o pódio.
Classificação:
1º Arthur Lourenzo Barbosa Rosa;
2º Henrique Spinassé;
3º Vitor Andrade Pontes Brito.

A 50cc animou as arquibancadas com ultrapassagens do começo ao fim. João Manoel Prado pegou o holeshot, mas quem roubou a cena foi Tomas Aguila — o chileno, líder do campeonato, saiu longe lá atrás e foi passando todo mundo. Com oito voltas, Aguila terminou em 20min39s648 e manteve o aproveitamento perfeito no campeonato. João Henrique Barbosa Pereira ficou em segundo; Enzo Wiebbelling fechou o pódio.
Classificação:
1º Tomaz Aguila;
2º João Henrique Barbosa Pereira;
3º Enzo Wiebbelling.
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